28 August 2011

...

Amarrei a esperança na grade da varanda, bem junto ao vaso... Onde já ninguem mexe. Onde já ninguém lhe vai tocar. Onde só eu sei que está escondida. Onde a posso procurar nas noites de maior vazio, de maior aperto, de maior nostalgia... Nas noites em que as saudades sufocarem, em que este grito contido for maior que a garganta... Nas noites em que estiveres aqui nas lágrimas, nos arrepios, no medo, na dor e, sobretudo, na ausência. Deixei que os meus sonhos esvaíssem por entre os dedos, mas, a verdade, é que te disse que "SIM" a quase tudo. Quase tudo. No mínimo, só queria um pouco menos de cobardia. Um pouco menos de exibicionismo. Um pouco meno de machismo. Um pouco mais de paciência.


Não sou elas. Não sou como elas. Elas não são eu. Elas não são como eu. Não ha melhores nem piores. Apenas, diferentes. Então porque é que tiveste a ousadia de me comparar com elas?

E se, por algum acaso, as coisas que me foste dizendo eram verdade, não merecia de ti uma atitude menos cobarde?

Foste só mais uma. Já tinha tido poucas.


0 comentários: